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É com grande satisfação que anunciamos a disponibilização de uma consultoria especializada no estudo de imagens de Ressonância Magnética (RM) do cérebro. Direcionado principalmente para a investigação de Epilepsias e Síndromes Demenciais, sua utilidade não fica circunscrita somente a estas condições.
A Neuroimagem teve início em 1918, com a Pneumoencefalografia (Walter Dandy), seguida da sua introdução da Angiografia (Egas Moniz, 1927). A primeira visualização direta do parênquima cerebral ocorreu em 1975, com o surgimento da Tomografia Computadorizada (Godfrey Hounsfield e Allan Cormack).
As décadas seguintes (1990, 2000), testemunharam a revolução nas imagens médicas determinadas principalmente pela introdução da Ressonância Magnética (RM – Lauterbor e Mansfield), beneficiando principalmente a Neurociência básica e clínica. O salto observado na qualidade das imagens foi logo seguido pela criação de novas técnicas de aquisição de dados, incluindo-se a espectroscopia, ressonância funcional, difusão, perfusão, dentre as mais populares.
Estas ferramentas ampliaram a compreensão acerca da fisiologia cerebral, entretanto, seu maior impacto se deu na prática clínica, com o aumento expressivo na sensibilidade e especificidade do diagnóstico, além de proporcionar a identificação e caracterização de novas entidades nosológicas. Mesmo com estes avanços, ainda existem várias condições clínicas cujo substrato patológico permanece refratário à identificação pela RM ou outros métodos diagnósticos.
É provável que em algumas entidades nosológicas, o mecanismo fisiopatológico envolvido fique confinado ao milieu bioquímico interno, sem determinar repercussão na estrutura cerebral. Há também aquelas condições neurodegenerativas, que na sua fase inicial, determinam perda tissular de pequena magnitude, imperceptíveis à análise visual. Outra condição de difícil identificação e grande interesse clínico, são as alterações histológicas corticais focais, onde há perda da organização laminar, com presença de células atípicas, resultando em epilepsias focais de difícil controle.
A resolução de muitos destes desafios têm recebido o importante auxílio da Morfometria Cerebral. Desenvolvida em concomitância com a TC e a RM, a Morfometria Cerebral consiste no estudo qualitativo da morfologia, e na mensuração das dimensões e do sinal que constituem das imagens obtidas. A Morfometria Cerebral utiliza técnicas de processamento gráfico que definem metodologias dirigidas para a investigação das diversas variáveis fornecidas pela RM e TC.
Estas técnicas têm sido extensivamente aplicadas no ambiente institucional acadêmico, vinculado à pesquisa básica e clínica. Através da metodologia empregada, torna-se possível implementar o diagnóstico e por conseguinte, o tratamento mais adequado; realizar o seguimento clínico mais preciso de condições progressivas; determinar o planejamento terapêutico de diversas condições cirúrgicas, dentre outras.
A disponibilidade da Morfometria Cerebral é de difícil implementação fora do ambiente institucional, devido à ausência de variáveis fundamentais: qualidade da máquina de RM, uso de protocolos de aquisição dedicados; experiência clínica direcionada para os substratos patológicos em questão, expertise em tecnologia de aquisição de imagens e processamento gráfico.
Além dos ítens mencionados, é certo que um dos aspectos mais relevantes seja o aporte de tempo necessário para se proceder ao estudo adequado através da Morfometria Cerebral. Estas condições são habitualmente incompatíveis com a rotina atribulada de uma Clínica de Imagem.
O surgimento desta consultoria é fruto da soma de uma jornada profissional que soma experiência, expertise e sincronicidade, uma vez que as condições tecnológicas atuais proporcionam a logística necessária para seu funcionamento. A dedicação exclusiva neutraliza o fator tempo, e o auxílio das ferramentas de processamento gráfico permitem realizar o estudo mais meticuloso das imagens. Esta abordagem permite extrair o maior número de informações das imagens adquiridas, reduzindo a refratariedade no diagnóstico daquelas condições com grande potencial terapêutico.
