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É com grande satisfação que anunciamos a disponibilização de uma consultoria especializada no estudo de imagens de ressonância magnética do cérebro. Direcionado principalmente para a investigação de Epilepsias e Síndromes Demenciais, sua utilidade não fica circunscrita somente a estas condições (veja as indicações mais detalhadas abaixo).
A palavra morfometria (derivada do grego) designa o estudo da forma e das dimensões de um determinado objeto. Em 1976 foi documentado o primeiro estudo morfométrico “in vivo” utilizando visualização direta do tecido cerebral, através da tomografia computadorizada, identificando aumento dos ventrículos em pacientes com esquizofrenia.
O estudo do fenômeno da ressonância nuclear magnética, que já existia anteriormente como instrumento restrito à espectroscopia, foi aprimorado com o trabalho de Paul Lauterbur e Peter Mansfield, através da codificação dos sinais de radiofrequência em imagens. No final dos anos 80, surgem então as primeiras máquinas de Ressonância Magnética (RM), trazendo mais robustez à Neuroimagem, uma das várias vertentes que compõem o campo das Neurociências.
Nos seus primórdios, as imagens estruturais adquiridas pela RM impulsionaram o desenvolvimento da morfometria cerebral, melhorando não só a avaliação visual qualitativa, mas também permitindo a mensuração do cérebro e suas diferentes estruturas. Notavelmente, os primeiros estudos morfométricos foram direcionados à investigação das amígdalas e hipocampos, não somente em virtude da sua relevância nas Epilepsias e Doença de Alzheimer, mas também por apresentar limites anatômicos de mais fácil identificação.
Além da morfometria cerebral, o desenvolvimento rápido e diversificado da RM produziu ferramentas que atualmente permitem caracterizar o metabolismo, função, perfusão e microestrutura do tecido cerebral. Mais recentemente, a RM tem sido utilizada em terapias não invasivas de ablação térmica para o tratamento de algumas doenças, através da localização das lesões e controle da temperatura do tecido alvo.
Apesar da sofisticação e refinamento dos avanços registrados com novas técnicas, a morfometria cerebral tem mantido desenvolvimento crescente, solidificando-se como complemento imprescindível tanto no contexto da investigação científica, quanto na aplicação para o diagnóstico clínico, na rotina do dia-a-dia.
Esta consultoria agrega experiência e expertise específicas, ao uso de ferramentas de processamento gráfico para o estudo de imagens adquiridas com protocolos dedicados, em conformidade com a suspeita diagnóstica.
Apesar da sua imensa utilidade na resolução da maior parte das doenças neurológicas, existem algumas condições patológicas cuja avaliação feita pelo exame de RM habitual é limitado pelo tempo exíguo e ausência dos recursos mencionados. A avaliação realizada através de uma consultoria, transforma o exame de rotina em estudo, uma análise meticulosa e mais detalhado da estrutura cerebral. Esta abordagem resulta no aumento da identificação e melhor caracterização de alterações estruturais, proporcionando maior conformidade e adequação da conduta terapêutica.
