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É com grande satisfação que anunciamos a disponibilização de uma consultoria especializada no estudo de imagens de Ressonância Magnética (RM) do cérebro. Direcionado principalmente para a investigação de Epilepsias e Síndromes Demenciais, sua utilidade não fica circunscrita somente a estas condições.
A Neuroimagem sofreu lenta evolução lenta desde seu início em 1918 com a introdução da Pneumoencefalografia, por Walter Dandy, posteriormente implementada com a Angiografia Cerebral de Egas Moniz (1927), até chegar à primeira imagem do parênquima cerebral em 1975, com a tomografia computadorizada (TC, Godfrey Hounsfield e Allan Cormack).
As duas décadas seguintes testemunharam o desenvolvimento surpreendente das ciências da Tecnologia, que proporcionou um salto na qualidade das imagens estruturais da RM, que passou também a adquirir informações relativas ao metabolismo, função, perfusão e microestrutura do tecido cerebral.
Como esperado, houve um grande avanço na compreensão da Neurofisiologia Cerebral, com aumento significativo na sensibilidade e especificidade do diagnóstico em Neurologia, e a descrição de várias novas entidades que afetam o cérebro. Não obstante, ainda há inúmeras situações cujo substrato patológico permanece refratário à identificação pela RM. Atualmente, é razoável considerar-se a existência de pelo menos três diferentes possibilidades.
A primeira levaria em conta um mecanismo bioquímico/metabólico, sem repercussão primária ou secundária na estrutura cerebral. Em uma segunda hipótese, o mecanismo envolvido resultaria em alterações estruturais secundárias de pequena monta, como redução volumétrica leve, imperceptíveis à análise visual. A terceira hipótese consistiria daqueles pacientes com epilepsia, e que abrigam lesões displásicas menores, praticamente indistinguíveis do tecido cerebral normal.
Muitos dos desafios apresentados acima têm sido enfrentados com sucesso através do emprego de diferentes abordagens, destacando-se dentre estas, a morfometria cerebral.
A Morfometria Cerebral é um campo da neurociência, que utiliza técnicas de processamento de imagem visando implementar a exposição visual anatômica e quantificar as características físicas do cérebro. Além da sua utilização em pesquisa básica e clínica, esta subespecialidade da Neurociência é extensivamente utilizada nos meios institucionais acadêmicos, consistindo em um conjunto de ferramentas utilizadas para o diagnóstico, seguimento clínico, avaliação terapêutica e tratamento cirúrgico.
Entretanto, o emprego deste recurso é praticamente inviável no contexto clínico de rotina. variáveis: tempo, treinamento, expertise, ferramentas. em virtude da demanda de tempo e expertise dedicadas, incompatíveis com a rotina atribulada de uma Clínica de Imagem.
A proposta desta consultoria visa atender aos pacientes dos grupos 2 e 3, que necessitam identificação e caracterização das alterações estruturais que podem ser encontradas, permitindo inferência do mecanismo fisiopatológico envolvido, e consequente elucidação diagnóstica, seguida da terapêutica adequada.
Longe da rotina habitual da Clínica de Imagem, a abordagem utilizada agrega expertise, experiência, e treinamento específicos, onde a inspeção das imagens é substituída por um estudo detalhado e meticuloso.
