Pacientes

O que é um estudo de morfometria cerebral ?

O aparelho de ressonância nuclear magnética (RNM) adquire vários tipos de imagens do cérebro, mas o resultado final do exame é fruto da interpretação de um médico especializado.

Em decorrência do grande avanço da medicina nos últimos 100 anos, surgiu a necessidade de dividir a vasta quantidade de novos conhecimentos, em conformidade com os diferentes órgãos e funções do organismo. Foi assim que a partir do Clínico Geral e do Cirurgião, derivaram outras áreas, denominadas especialidades, tais como a Cardiologia, Pneumologia, Gastroenterologia, Neurologia, e assim por diante.

E à medida que o tempo passa, os novos conhecimentos continuam a aumentar de modo quase exponencial, propulsionado também pelos desenvolvimentos tecnológicos. Neste contexto, as divisões de áreas vão se tornando mais específicas, resultando nas sub-especialidades.

A Radiologia e a Neurologia deram origem à especialidade denominada Neuroradiologia. Dentro da Neuroradiologia, já existem novas sub-especialidades, como a Neuroradiologia intervencionista, que lida principalmente com problemas vasculares no cérebro; a Neuroradiologia funcional, que analisa o funcionamento do cérebro sob determinadas condições; e a Neuroradiologia especializada na avaliação da morfologia e volume do cérebro, que lida com doenças como as Epilepsias e as Demências.

O exame de ressonância que habitualmente é feito nas Epilepsias nem sempre é otimizado para esse fim. Apesar de ser extremamente importante ao confirmar ou descartar a presença de lesões como AVCs ou tumores cerebrais no contexto de uma crise única ou primeira crise, pacientes com epilepsia de comportamento atípico ou de difícil tratamento demandam um exame com abordagem mais específica.  

Nestas situações, a especialização torna-se fundamental. O Neuroradiologista especializado em epilepsia irá determinar o melhor protocolo para adquirir as imagens. Em seguida, através de computação gráfica, estas imagens são submetidas a uma preparação, visando eliminar ruído e corrigir artefatos.

Em uma próxima etapa, é realizada a inspeção visual dinâmica, onde todos os giros e sulcos são estudados de modo intensivo através de ferramentas de processamento gráfico – Análise Multiplanar e Reformatação Curvilinear. Áreas suspeitas eventualmente requerem manipulações gráficas adicionais das imagens, na tentativa de confirmar ou descartar a presença de lesões.

Em seguida, é feita a mensuração do volume e do sinal (a intensidade do tom de cinza) do cérebro como um todo, e de diversas estruturas individualizadas. É possível determinar se o cérebro se desenvolveu normalmente, ou se ficou abaixo da normalidade. Se existe atrofia cerebral, e se esta atrofia envolve o cérebro como um todo, ou está mais confinada a uma determinada região.

O volume das estruturas relacionadas à memória – amígdalas e hipocampos – que ficam reduzidos em alguns tipos de Epilepsia e na Doença de Alzheimer são mensurados, permitindo o diagnóstico, tratamento cirúrgico (Epilepsias), estagiamento e acompanhamento destas doenças, de modo mais objetivo.

Desta forma, o exame de morfometria cerebral aplicado às Epilepsias é na verdade, um estudo rigoroso e detalhado do cérebro, que demanda expertise, trabalho intensivo, e experiência na identificação das diversas doenças que causam Epilepsia. Embora alguns estudos possam ser finalizados em 6 horas, não são infrequentes os casos complexos, cujo laudo final requer mais de um a dois dias.

Nos casos das doenças que causam demência, a demanda é igualmente rigorosa, entretanto a complexidade envolvida no diagnóstico é significativamente menor.

O estudo direcionado aumenta o índice de detecção de lesões, identifica desvios da normalidade, e juntamente com informações clínicas, permite inferências acerca do mecanismo fisiopatológico, resultando em maior compreensão do quadro clínico de cada paciente. 

O sucesso na detecção de lesões tem estreita relação com o treinamento específico do neuroradiologista, a utilização de protocolos de aquisição adequados, e o emprego de ferramentas de processamento gráfico. 

Qual é a utilidade deste estudo ?

O estudo direcionado aumenta o índice de detecção de lesões, identifica desvios da normalidade, e juntamente com informações clínicas, permite inferências acerca do mecanismo fisiopatológico, resultando em maior compreensão do quadro clínico de cada paciente. 

O volume das estruturas relacionadas à memória – amígdalas e hipocampos – que ficam reduzidos em alguns tipos de Epilepsia e na Doença de Alzheimer são mensurados, permitindo o diagnóstico, tratamento cirúrgico (Epilepsias), estagiamento e acompanhamento destas doenças, de modo mais objetivo.

Nos casos de Epilepsia, onde existem dados indicativos de que as crises tem origem em uma determinada região do cérebro, a identificação de uma lesão poderá permitir a abordagem cirúrgica, que normalmente resulta em cura ou melhora significativa das crises.

Quais os procedimentos a serem seguidos ?
Em quanto tempo o exame fica pronto ?
Este exame é coberto por algum convênio ?
Como procedo para efetuar o pagamento?

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