Parâmetros Avaliados – amígdalas e hipocampos

Volume das Amígdalas e Hipocampos


A volumetria das amígdalas e hipocampos é a medição quantitativa e individualizada do volume dessas duas estruturas, localizadas profundamente na porção medial dos lobos temporais.

O processo consiste na segmentação precisa dessas estruturas na imagem de ressonância magnética. Devido à sua forma complexa e limites anatômicos por vezes tênues, essa segmentação é realizada manualmente por um especialista.

A volumetria hipocampal foi criada com um propósito muito claro: diagnosticar atrofia em pacientes com epilepsia temporal; encontrar um biomarcador in vivo precoce e confiável para a Doença de Alzheimer (DA).

A capacidade de medir o volume hipocampal por RM, que se desenvolveu a partir dos anos 90, revolucionou o campo. Pela primeira vez, foi possível “visualizar” o impacto da patologia da DA no cérebro de um paciente em vida.

A inclusão da amígdala na análise veio em seguida, reconhecendo que ela também é afetada em muitas das mesmas condições, embora com padrões diferentes. O objetivo era, e continua sendo, aumentar a precisão e a precocidade do diagnóstico, evitando a avaliação puramente clínica e subjetiva.

  • A atrofia hipocampal é um dos biomarcadores estruturais mais robustos e validados para a DA, fazendo parte dos critérios diagnósticos modernos. Um volume hipocampal reduzido (especialmente quando comparado a um banco de dados normativo e expresso em percentis) em um paciente com queixas de memória é uma forte evidência de DA.
  • Demência Frontotemporal (DFT): A atrofia hipocampal pode ocorrer, mas geralmente é menos pronunciada que a atrofia frontal, ou a atrofia da amígdala pode ser mais proeminente que a do hipocampo, especialmente em casos com grande alteração de comportamento.
  • Epilepsia do Lobo Temporal: A esclerose mesial temporal, uma causa comum de epilepsia focal, se manifesta como atrofia e alteração de sinal do hipocampo, geralmente de forma assimétrica.
  • Indicador Prognóstico: Em pacientes com Comprometimento Cognitivo Leve (CCL), a presença de atrofia hipocampal no exame inicial é um forte preditor de quais indivíduos irão progredir para demência do tipo Alzheimer nos anos seguintes.
  • Avaliação da Assimetria: A comparação entre os volumes direito e esquerdo é crucial. Uma atrofia marcadamente assimétrica pode apontar para causas como a esclerose mesial temporal ou algumas formas atípicas de DA.
  • Correlação com Sintomas Emocionais: Embora seja uma aplicação mais de pesquisa, a atrofia da amígdala tem sido correlacionada com alterações no processamento emocional, apatia ou reatividade emocional alterada em pacientes com DFT e DA.
  • Encefalite Límbica: Frequentemente causa aumento de volume e hipersinal agudo (edema) nos hipocampos e/ou amígdalas, que pode evoluir para atrofia crônica.