A mensuração dos hemisférios e lobos cerebrais é feita através de Segmentação Baseada em Modelo Anatômico.
O volume de cada hemisfério corresponde à soma dos lobos cerebrais, núcleos da base, amígdalas, hipocampos, hipotálamo e parte do corpo caloso.
Os lobos cerebrais são delineados em conformidade com reparos anatômicos estabelecidos. Essa segmentação fornece o volume total do lobo, geralmente expresso em centímetros cúbicos (cm³).
Medidas globais como o BPF (Brain Parenchymal fraction) são eficientes para detectar aumento ou diminuição do volume cerebral, entretanto não informam onde essa alteração ocorre de forma predominante.
A volumetria lobar aumenta a especificidade anatômica, transformando uma impressão visual em um dado quantitativo, objetivo e reproduzível. Isso permite que a anormalidade detectada possa ser tratada não como uma opinião, mas como uma medida estatística que pode ser comparada a um grupo controle, permitindo inferências acerca do diagnóstico diferencial das diferentes doenças que repercutem na estrutura cerebral.
A identificação de padrões de atrofia fornece inferências para o Diagnóstico Diferencial das diferentes formas de doenças neurodegenerativas, tais como:
O aumento regional de volume em um paciente com epilepsia certamente irá levantar a suspeita de substrato genético displásico. Já nos processos degenerativos como na D. de Alzheimer, a redução volumétrica dos hipocampos permite o diagnóstico e estagiamento da doenças, assim como a classificação de suas variantes:
- Doença de Alzheimer típica: exibe maior atrofia nos lobos temporais (especialmente na porção medial) e parietais.
- Demência Frontotemporal (variante comportamental): Apresenta, uma atrofia desproporcional dos lobos frontais e/ou porções anteriores dos lobos temporais.
- Atrofia Cortical Posterior: Manifesta-se com acentuada perda de volume nos lobos occipitais e parietais.
A morfometria dos lobos cerebrais proporciona também que se estabeleça correlação anátomo-clínica mais objetiva, eventualmente identificando os substratos estruturais que justifiquem os sinais e sintomas apresentados. Mudanças de comportamento e disfunção executiva proeminentes podem estar associadas à redução estatisticamente significativa no volume dos lobos frontais confirma a base neurológica de seus sintomas de forma inequívoca.
Monitoramento da Progressão: Em exames sequenciais, é possível medir a “taxa de atrofia” de cada lobo individualmente, permitindo um acompanhamento mais detalhado da progressão da doença e da sua distribuição anatômica ao longo do tempo.
Quantificação da Assimetria: O método permite comparar o volume do mesmo lobo entre os hemisférios direito e esquerdo. Uma atrofia acentuadamente assimétrica do lobo temporal esquerdo, por exemplo, é um achado clássico na Demência Semântica.
