As amígdalas são estruturas em formato de amêndoa, compostas pelos núcleos basolateral, central e cortical. Situam-se na profundidade dos lobos temporais, anteriormente aos cornos temporais. São consideradas centros de processamento emocional, responsáveis pela detecção de ameaças, processamento do medo, regulação da resposta de “luta ou fuga”, valência emocional de memórias e modulação da atenção.
Os hipocampos são estruturas arqueadas composta pela formação hipocampal (giro denteado, corno de Amon/CA1-CA4 e subículo), Localizado no assoalho do corno temporal estendendo-se posteriormente do complexo amigdalóide até o esplênio do corpo caloso.
Estão envolvidos na consolidação da memória declarativa e navegação espacial. É uma das poucas estruturas do cérebro com neurogênese adulta reconhecida.
Epilepsia do Lobo Temporal (ELT): Esclerose hipocampal é uma causa comum de epilepsia refratária.
Doença de Alzheimer: Uma das primeiras estruturas a sofrer atrofia, resultando em amnésia anterógrada precoce.
Estresse Crônico: O hipocampo é altamente sensível a níveis elevados de cortisol, que podem induzir atrofia dendrítica e redução volumétrica.
Devido à sua morfologia mais variável e complexa, a mensuração do volume das amígdalas e hipocampos é feita através do delineamento manual.
A volumetria das formações hipocampais foi criada com um propósito muito claro: diagnosticar atrofia em pacientes com epilepsia temporal; encontrar um biomarcador in vivo precoce e confiável para a Doença de Alzheimer (DA).
A capacidade de medir o volume hipocampal por RM, que se desenvolveu a partir dos anos 90, revolucionou o campo. Pela primeira vez, foi possível “visualizar” o impacto da patologia da DA no cérebro de um paciente em vida.
A inclusão da amígdala na análise veio em seguida, reconhecendo que ela também é afetada em muitas das mesmas condições, embora com padrões diferentes. O objetivo era, e continua sendo, aumentar a precisão e a precocidade do diagnóstico, evitando a avaliação puramente clínica e subjetiva.
A atrofia hipocampal é um dos biomarcadores estruturais mais robustos e validados para a DA, fazendo parte dos critérios diagnósticos modernos. Um volume hipocampal reduzido (especialmente quando comparado a um banco de dados normativo e expresso em percentis) em um paciente com queixas de memória é uma forte evidência de DA.
Demência Frontotemporal (DFT): A atrofia hipocampal pode ocorrer, mas geralmente é menos pronunciada que a atrofia frontal, ou a atrofia da amígdala pode ser mais proeminente que a do hipocampo, especialmente em casos com grande alteração de comportamento.
Epilepsia do Lobo Temporal: A esclerose mesial temporal, uma causa comum de epilepsia focal, se manifesta como atrofia e alteração de sinal do hipocampo, geralmente de forma assimétrica.
Indicador Prognóstico: Em pacientes com Comprometimento Cognitivo Leve (CCL), a presença de atrofia hipocampal no exame inicial é um forte preditor de quais indivíduos irão progredir para demência do tipo Alzheimer nos anos seguintes.
Avaliação da Assimetria: A comparação entre os volumes direito e esquerdo é crucial. Uma atrofia marcadamente assimétrica pode apontar para causas como a esclerose mesial temporal ou algumas formas atípicas de DA.
Correlação com Sintomas Emocionais: Embora seja uma aplicação mais de pesquisa, a atrofia da amígdala tem sido correlacionada com alterações no processamento emocional, apatia ou reatividade emocional alterada em pacientes com DFT e DA.
Encefalite Límbica: Frequentemente causa aumento de volume e hipersinal agudo (edema) nos hipocampos e/ou amígdalas, que pode evoluir para atrofia crônica.
